O Jogo do Poder: como Maquiavel explicaria a política brasileira de hoje

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O jogo do poder e a atualidade de Maquiavel na política brasileira

⏱️ Tempo de leitura: ~4 minutos

 

“Os homens esquecem mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio.”Maquiavel

Há séculos, Nicolau Maquiavel descrevia o teatro humano do poder com uma precisão quase profética. E se ele vivesse hoje, talvez olhasse para o Brasil e dissesse, com um meio sorriso: “Nada mudou, apenas as máscaras.”

O cenário político brasileiro — e também o do Espírito Santo — reflete perfeitamente sua teoria: o jogo entre quem governa e quem é governado. Um jogo de manipulação, interesses e esperanças, onde cada voto se torna uma moeda e cada promessa, uma aposta de alto risco.

 

⚖️ O poder e suas armadilhas

“Quem se torna príncipe por favores alheios se mantém com dificuldade.” — Maquiavel

A política moderna trocou castelos por palácios envidraçados e espadas por celulares, mas o instinto de dominação continua o mesmo. Governar, hoje, é um ato de sobrevivência. Quem conquista o poder precisa defendê-lo de inimigos externos, aliados oportunistas e da própria incompetência.

E quem é governado vive a eterna ilusão de que o poder pertence ao povo. Mas Maquiavel alertou: “O povo, quando tem o poder, raramente sabe usá-lo.”

 

🧩 O erro de escolher incompetentes

O problema não está apenas em quem engana, mas em quem acredita. A sociedade moderna se acostumou a votar movida por emoções e slogans, não por razão e resultado. Assim, a cada ciclo eleitoral, surgem novos rostos, velhos vícios e promessas recicladas.

“Não há nada mais difícil de planejar, nem mais perigoso de conduzir, do que iniciar uma nova ordem das coisas.”

Eleger incompetentes é como entregar um navio em tempestade a quem nunca tocou no leme. No começo, o discurso é bonito. Depois vem o naufrágio. E quando o povo percebe o erro, já está novamente preparando outro para o mesmo destino.

 

🧠 O jogo invisível

Por trás dos discursos, existe uma engrenagem invisível — o verdadeiro jogo do poder. Comunicação, alianças, acordos e influências formam o novo campo de batalha político. Hoje, as guerras não são travadas com lanças, mas com narrativas.

E a narrativa mais forte não é a verdadeira, é a mais convincente.

“É preciso ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para espantar os lobos.”

Governar é dominar a arte de parecer virtuoso enquanto se protege do caos. Quem não entende isso, perde. Quem entende demais, se torna perigoso.

 

🗳️ O que está por vir

Os próximos anos prometem uma nova guerra silenciosa pelo poder. Não uma guerra de tiros, mas de ideias, imagens e algoritmos. Serão testadas não apenas as leis e os candidatos, mas a capacidade do povo de enxergar além da aparência.

A escolha dos próximos governantes não será apenas uma questão de partidos, mas de maturidade coletiva. Como dizia Maquiavel: “Os homens julgam mais com os olhos do que com as mãos, pois todos veem o que pareces, mas poucos sentem o que és.”

 

🕰️ O alerta final

Quem governa, muitas vezes, governa apenas porque o povo permite. E quem é governado, quando desperta, pode mudar o rumo de uma nação. Mas enquanto a maioria preferir discursos fáceis a resultados concretos, os espertos continuarão vencendo os honestos.

Maquiavel não escreveu para príncipes de sangue azul, mas para todos nós. Porque o poder, como o tempo, não perdoa a ingenuidade.

“Os homens são tão simples e tão submissos às necessidades do momento que quem engana encontrará sempre quem se deixe enganar.”

🕊️ E o jogo, mais uma vez, recomeça.

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