Investigação no Hospital Santa Rita: Tem funcionário intubado

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Surto no Hospital Santa Rita deixa dezenas de profissionais internados e provoca apreensão

Atualizado: autoridades investigam a origem de um surto que atingiu profissionais do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. A ocorrência gerou internações e queixas sobre protocolos de contenção. ⚠️

 

O que aconteceu

Nas últimas semanas, um surto de origem ainda não identificada afetou profissionais do Hospital Santa Rita de Cássia. Entre os sintomas relatados estão sinais de infecção generalizada — com casos graves que precisaram de internação — e, segundo relatos internos, houve crescente preocupação entre as equipes. Ao menos 24 profissionais foram internados, e fontes informam que o número pode chegar a 26 conforme novas notificações.

Quem foi afetado

Os profissionais contaminados pertencem a várias áreas do hospital: médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipes de manutenção e funcionários administrativos. Fontes descrevem o clima na unidade como “tenso” e marcado por medo entre os colegas. 😟

 

Investigações e exames

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Santa Rita ainda não divulgou um diagnóstico definitivo. Exames realizados localmente até agora são inconclusivos e não permitiram identificar com precisão o agente — há suspeita de processo viral ou bacteriano. Amostras de sangue e urina foram enviadas para análise em um laboratório especializado em São Paulo, já que exames específicos necessários não estariam disponíveis no Estado.

 

Medidas internas e denúncias

Profissionais relataram falta de comunicação clara e medidas consideradas insuficientes. Entre as reclamações estão:

  • Uso rotineiro de máscaras cirúrgicas para profissionais com teste positivo, em vez de proteção respiratória adequada (N95) quando indicado.
  • Pacientes e profissionais potencialmente infectados mantidos em áreas comuns do pronto-socorro por falta de leitos de isolamento.
  • Adoção de medidas como lacrar bebedouros e fornecer água mineral individual para equipes.

Há relatos internos indicando que orientações conflitantes teriam aumentado a sensação de insegurança entre trabalhadores.

 

Notificação e papel das autoridades

Relatórios e normas nacionais determinam que suspeitas de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) sejam comunicadas imediatamente à Vigilância Sanitária e às coordenações estaduais competentes. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou ter sido notificada e que abriu investigação sobre um possível evento de intoxicação ou contaminação ambiental. Segundo a nota oficial, até o momento não haveria evidência clara de transmissão interpessoal em curso, e medidas de assistência e investigação estão em andamento.

 

Orientações à população e profissionais

Quem esteve no Hospital Santa Rita nos últimos 14 dias e apresentar febre alta, tosse intensa, falta de ar, confusão mental ou sinais de sepse deve procurar atendimento médico e informar sobre a exposição. 👩‍⚕️👨‍⚕️

Profissionais que identificarem falhas em protocolos de segurança — como falta de EPIs, quebra de isolamento ou circulação de pacientes infectocontagiosos em áreas comuns — são orientados a notificar a CCIH do hospital e a Vigilância Sanitária municipal ou estadual.

 

O que se sabe até agora

  • Pessoas internadas: entre 24 e 26 profissionais (casos notificados em atualização).
  • Perfis afetados: médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, manutenção e administrativo.
  • Início dos sintomas: relatos indicam que o primeiro caso ocorreu há cerca de uma semana.
  • Local do surto: concentrado no chamado Setor E, que atende pacientes do SUS.
  • Medidas adotadas: isolamento parcial do setor, lacre dos bebedouros e fornecimento de água mineral individual; uso de máscara cirúrgica generalizado dentro da unidade.
  • Exames: resultados iniciais inconclusivos — amostras enviadas a laboratório especializado em São Paulo.

 

Próximos passos na investigação

Equipes de Vigilância em Saúde foram acionadas para coleta de dados, análise laboratorial e avaliação das condições ambientais. A prioridade das autoridades é identificar o agente causador e interromper a cadeia de transmissão, além de garantir a segurança de pacientes e profissionais.

 

Importante: continuaremos atualizando a matéria conforme novas informações oficiais forem divulgadas pelas autoridades de saúde e pelo hospital.