Dados de 2024 e 2025 revelam avanços consistentes na segurança pública capixaba, mas também desigualdades regionais que ainda desafiam o Estado
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📊 Panorama geral capixaba
O Espírito Santo fechou 2024 com 852 homicídios dolosos — o menor número desde 1996.
A taxa de 20,8 mortes por 100 mil habitantes ficou abaixo da média nacional pela primeira vez na série histórica.
Em 2025 (até agosto), foram registrados 510 homicídios, contra 588 no mesmo período de 2024 — uma queda de 13,3%. Todas as regiões do Estado apresentaram redução. 📉
🏆 Municípios com desempenho exemplar
Alguns municípios se tornaram símbolos de estabilidade e paz, mantendo longos períodos sem homicídios ou apresentando quedas acentuadas:
- Dores do Rio Preto — recordista com mais de 1.200 dias sem mortes violentas.
- Muqui — também ultrapassa mil dias sem homicídios.
- Presidente Kennedy — entre os 24 municípios sem assassinatos até maio de 2025.
- Venda Nova do Imigrante, Apiacá, Alfredo Chaves, Iconha — iniciaram 2025 com zero homicídios.
- Vitória (capital) — destaque: 75 dias consecutivos sem assassinatos no início do ano. 🌆
📉 Regiões com maior queda percentual
As regiões capixabas também exibem contrastes marcantes no ritmo de redução dos homicídios:
- 🏔️ Serrana: -26,5% em 2025 (até agosto), uma das maiores quedas do Estado.
- 🌄 Sul: -21,6% no mesmo comparativo.
- 🌾 Norte: -17,3%.
- 🏙️ Grande Vitória: cerca de -9,4%.
⚠️ Municípios com desafios persistentes
Apesar do avanço, nem todas as cidades vivem a mesma realidade. Em algumas, os dados permanecem incompletos ou desatualizados — reflexo de dificuldades estruturais e desigualdades regionais.
Ainda que metade dos municípios não registre homicídios em certos meses, outras localidades enfrentam tragédias recorrentes, mostrando que a segurança capixaba ainda é assimétrica.
🧭 Interpretação e implicações
👉 Esses contrastes revelam duas dimensões centrais:
- Eficácia local: ações preventivas, policiamento de proximidade e engajamento comunitário têm produzido resultados visíveis em muitas cidades.
- Desigualdade espacial da violência: locais menores conseguem estabilizar índices rapidamente, enquanto áreas urbanas e periféricas seguem sob pressão constante.
✅ Conclusão
O comparativo municipal mostra que o progresso é real, mas desigual. Cidades como Dores do Rio Preto, Muqui e Presidente Kennedy representam exemplos de paz duradoura, enquanto outras regiões ainda lutam para conter índices preocupantes.
A missão agora é replicar o que funciona: policiamento comunitário, presença institucional sólida, prevenção social, tecnologia e investigação eficiente. Se isso ocorrer, o Espírito Santo poderá se tornar referência nacional — não só por reduzir percentuais, mas por garantir segurança real para todos os capixabas. 🕊️








