🔥 Segurança Pública no Espírito Santo: a maquiagem estatística da paz 💀

Compartilhe:

Entre gráficos coloridos e ruas vazias, o Espírito Santo celebra uma paz que só existe nas estatísticas

⏱️ Tempo de leitura: ~6 minutos

 

O Espírito Santo exibe números otimistas sobre a criminalidade, mas a sensação de insegurança continua nas esquinas, nas praças e nas casas dos capixabas. A paz virou propaganda. 📊

 

👁️ A ilusão dos números

Dizem que os homicídios caíram 13%. Parabéns. Menos corpos nas estatísticas, mais tranquilidade nas planilhas. Mas pergunte ao trabalhador da Serra, ao comerciante de Cariacica ou à mãe de Vila Velha se ela sente essa “paz estatística”.

Os dados oficiais são frios. Não mostram o assalto no ponto de ônibus, o arrastão mascarado de rotina, nem o pavor de uma mãe que não sabe se o filho volta da escola.

 

💰 O marketing da segurança

O Estado investe em drones, câmeras inteligentes e discursos modernos. Enquanto isso, viaturas rodam sem combustível, delegacias carecem de pessoal e os salários mal cobrem o custo de vida.

A tecnologia virou espetáculo, não ferramenta. O programa “Estado Presente” é, muitas vezes, ausente — presente apenas nas redes sociais do governo. 📱

 

⚖️ A justiça que tarda e o crime que não espera

Enquanto o sistema judicial engatinha, o crime corre. Quem é preso na segunda está solto na sexta, rindo da impunidade. Policiais prendem, promotores denunciam, juízes soltam — e o ciclo recomeça.

O resultado é uma população que já não confia nem na sirene. Ela anuncia o problema, mas raramente anuncia a solução.

 

🧩 O mapa da paz e o território do medo

O governo celebra municípios que passam mil dias sem homicídios. Ótimo. Mas a violência migra, não desaparece. Sai de Muqui e se instala em Jardim Carapina. De Dores do Rio Preto para o Terra Vermelha. É o mesmo mal, só mudou de endereço.

Essa “paz” não é conquista — é deslocamento. Uma calmaria que soa falsa, como tapar o sol com um boletim de imprensa. ☀️📄

 

💣 O silêncio das vítimas invisíveis

Enquanto os homicídios caem, as agressões contra mulheres aumentam, os golpes digitais se multiplicam e o tráfico alicia adolescentes.

O Estado mede a violência pelo sangue derramado, mas ignora as feridas invisíveis — aquelas que não viram manchete e não aparecem nas estatísticas.

Afinal, violência que não vira número não atrapalha o discurso.

 

🚨 Conclusão: o Estado em transe

O Espírito Santo não precisa de um marketing da segurança — precisa de política de segurança. Menos coletivas, mais patrulha. Menos hashtags, mais investigação. Menos discurso sobre “paz”, mais ação real.

Enquanto a segurança pública for tratada como troféu eleitoral, o capixaba continuará refém. E os criminosos, esses sim, continuarão livres — de medo, de punição e, sobretudo, de governo. 💀

 

💬 Gostou desta análise? Compartilhe e continue navegando no Home para mais reportagens críticas sobre segurança pública e política capixaba.

Siga o Home nas redes sociais para acompanhar novos conteúdos: InstagramTwitterFacebook